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sobre

“Usar o termo “mulher” é um posicionamento estratégico que atravessa tudo. Embora a identidade de “mulher” tenha apagado e excluído muitas outras, especialmente as mulheres não-brancas, pessoas transgênero e não-binárias, a elejo porque mesmo assim representa o abandono, o secundário, o oprimido e o não-, o a-, o menos-que, o ainda não, o particular mais que o universal. (…) Mas acima de tudo, uso a palavra “mulher” porque comprovei como ainda pode ser radical ser mulher no século XXI”.

Johanna Hedva – Teoria da Mulher Enferma

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quem somos

O projeto Ginecosofia nasceu em 2009 no Chile a partir da fusão simbólica entre “ginecologia” e “filosofia”, formando o que chamamos de “sabedoria da mulher”. Atuamos como um coletivo autogerido de investigação, criação e difusão de conteúdos editoriais com enfoque feminista, com raízes no Vale do Aconcágua (Chile) e conexões ativas com Córdoba e Buenos Aires (Argentina), São Paulo e Rio de Janeiro (Brasil). Nosso catálogo emergente nasceu no universo dos zines e hoje inclui livros publicados em espanhol e português, abordando saúde, sexualidade, ecologia, autoconhecimento e poesia feminista latino-americana.

nossa história

A Ginecosofia surgiu como resposta à ausência de materiais críticos sobre saúde das mulheres e pessoas com útero. Começamos produzindo zines artesanais sobre violência obstétrica, abusos médicos e práticas de cuidado autônomo, distribuídos em feiras, eventos e espaços alternativos. Com o tempo, essa produção se consolidou em um catálogo de livros que articula saberes e práticas feministas de cuidado ginecológica com práticas comunitárias e ancestrais de saúde. Já publicamos oito livros em espanhol (Chile e Argentina) e três em português (Brasil), com novos lançamentos previstos.

o que fazemos

Somos uma equipe colaborativa e transnacional composta por pesquisadoras, editoras, escritoras, tradutoras, jornalistas, produtoras, artistas gráficas e terapeutas populares. Nosso trabalho envolve pesquisa, curadoria, tradução, produção, publicação e distribuição de conteúdos que questionam a medicina hegemônica e promovem saberes alternativos para um cuidado integral da saúde. Atuamos especialmente nas áreas de saúde popular, ginecologia natural e poesia feminista.

nossa visão

A Ginecosofia existe para fortalecer a autonomia da saúde coletiva a partir de uma perspectiva feminista e plural. Valorizamos os saberes ancestrais, populares e comunitários, sem perder de vista o diálogo crítico com as tecnologias e saberes contemporâneos. Acreditamos que o cuidado com o corpo é também um ato político, e que saúde se constrói com liberdade, conhecimento e vínculo. Nosso compromisso é com a diversidade de corpos, identidades e experiências — especialmente aquelas que foram historicamente silenciadas ou violentadas pela medicina hegemônica. Atuamos no cruzamento entre práticas de cuidado, saber científico, memória ancestral e expressão artística, porque acreditamos que saúde também é criação, escuta, imaginação e poesia radicais.

equipe

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LIZ TIBAU 

Brasil | produtora editorial e gestora

Responsável por trazer o projeto para o Brasil em 2017, é graduada em Comunicação Social e atua como produtora editorial e gestora. Coordena as atividades da Ginecosofia no Brasil, atuando também como porta-voz do projeto no país. Está envolvida nas áreas de comunicação, edição, revisão e distribuição das publicações. Além disso, desenvolve outros trabalhos de forma autônoma como produtora cultural e audiovisual.

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PABLA PÉREZ SAN MARTÍN

Chile | direção editorial

Escritora, investigadora social e parteira tradicional. Se dedica a direção de conteúdos digitais e impressos para o projeto. Desde a infância vive no campo, onde cultiva uma estreita relação com a terra. Trabalha há muitos anos com comunidades rurais, com as quais aprende sobre medicina natural e popular. É mãe, feminista e ativista pelos direitos sexuais e reprodutivos.

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MELISA WORTMAN

Argentina | editora e gestora

Editora e gestora. Se dedica a coordenação das equipes que atuam em rede entre Argentina e Chile, além disso, também está envolvida na produção, edição e revisão de conteúdos impressos e digitais. É a coordenadora do projeto na Argentina. Além disso, também atua em outros projetos como de Muchas Nueces, ABRE Cultura y Fundación IPA; é a criadora e voz por trás do projeto Helada Madrina Cuentos, uma seleção de audiocontos para crianças em quarentena.

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